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AbrTema: Farmácia: ontem, hoje e eternamente
A história, o presente e as perspectivas para a profissão farmacêutica no Brasil, desde a formação acadêmica até a vivência profissional.
Data: 02 a 06 de maio de 2011

R$ 40,00 (2º lote) 19/04/2011 a 29/04/2011
R$ 50,00 para as insrições feitas no local.
A inscrição dará direito de participação em TODA a programação do evento (incluindo convite para a festa)
R$ 10,00 cada palestra, mesa redonda ou oficina que queira fazer isoladamente do pacote.
R$ 15,00 convite extra para a festa ate dia 29/04/11
R$ 20,00 convite extra para a Festa, no local
Local das Inscrições: Diretório Acadêmico do curso de Farmácia da UNOESTE – Localizado no Bloco B (Andar da Biblioteca).

P1 - Atuação do Farmacêutico no Exército - Como ingressar e atividades desenvolvidas - Marcelo Kitayama – Campus 2 – Auditório Ipê - (Inscrições encerradas)
P2 - Farmacoeconomia como instrumento de decisão em saúde - Gustavo Laine (UFMG) – Campus 2 – Auditório Azaleia
P3- Cosmetica e Estética: O envolvimento do profissional farmacêutico na indústria da beleza - Gloriane Vojciechovski – Campus 1 – Sala de vídeo
P4 - Interações alimentos-fámacos: Efeitos farmacocinéticos e farmacodinâmicos - Fabiana Veiga – Hosp. Regional – Auditório 01.
M1 - A Universidade e Seus Fins: a quem serve a produção do conhecimento nas Instituições de Ensino Superior e da Graduação ao Cargo de Professor - Relato de um farmacêutico – Dr. José Eduardo Creste (Pró-Reitor Acadêmico); Dr. Antonio Fluminhan Jr. e Prof. Wilson de Oliveira – Campus 2 – Auditório Ipê
M2 - O papel das propagandas de medicamentos na promoção do uso racional de medicamentos e os novos rumos para as farmácias e drogarias - Dr. Pedro Eduardo Menegasso (CRF-SP) e Dr. Adriano Falvo (CRF-SP) – Campus 2 – Auditório Azaléia (Inscrições encerradas)
M3 – Panorama da formação e profissão farmacêutica daqui a 20 anos, as influências e a adequação da formação para o profissional. Dr. Paulo Teixeira (Sinfar/SP); Dr. José Aparecido Novais Filho (Botica Magistral); Prof. Luis Ortega (Coordenador do curso de Farmácia) – Hospital Regional – Auditório 01
M4 - O farmacêutico e o SUS: modelo de atenção a saúde, controle social e assistência farmacêutica - Dra. Eliane Cortez Corrêa (CRF-SP); Prof. Décio Gomes; Dra. Nádia Alvin; Dra. Adriana Gomes Vitório Santos (Coord. de Assistência Farmacêutica do Município de Pres. Prudente) – Campus 1 - sala de vídeo.
O1 - Sabonetes artesanais (30 vagas) - - Gloriane Vojciechovski – Laboratório de Farmacotécnica (Inscrições encerradas)
O2 – DAS – Dinâmica de Atenção à Saude. Gustavo Laine (UFMG) - Sala de vídeo – Campus 1
O3- Empreendedorismo – SEBRAE – Sala de vídeo – Campus 1
“aMostra Grátis“ - PROUNI – O olhar dos Estudantes beneficiários (Lançamento do Livro) – Fabiana Costa
Dia Nacional de Luta dos estudantes de Farmácia pelo Uso Seguro e Racional de Medicamentos. “Mostrar a cara” e orientar a população é uma ferramenta muito interessante na busca pela melhoria dos serviços farmacêuticos prestados, e daí surge a proposta da campanha de conscientizar sobre o uso de medicamento e a importância do profissional farmacêutico na orientação e acompanhamento terapêutico.
Jogos Sedentários de Farmácia(com dinâmica de gincana)
Modalidades: Xadrez, Damas, Truco, Dominó, Trilha, Ludo etc. - Local: Ginásio de Esportes – Campus I
Premiação: 1º Lugar: Caixa de Trufas + 1 convite extra p/ FECFarma / 2º Lugar: 1 convite extra p/ FECFarma
Prévia do 34º ENEF (Encontro Nacional dos Estudantes de Farmácia), onde será apresentado todo o cronograma do evento, temas que serão abordados e dinâmica dos espaços. Imprescindível para quem for participar do evento, não faz a inscrição no ENEF quem não realizar o pré-ENEF.
Mostra Artística de Farmácia – Onde os estudantes podem apresentar na festa, qualquer produção cultural/artística de sua autoria.
O D.A organizará uma grande festa de encerramento da Jornada, com a dupla sertaneja “Robson & Renato” e Dj pra animar a galera e encerrar o evento com chave de ouro.
Local: Clube Terraçu’s – Av. Washington Luis, 2609.
OPEN BAR DE CERVEJA
Acesse a Ficha de Inscrição. Ápos seu preenchimento, encaminhar para o email: antoniojbonfim@gmail.com. Entrar em contato para obter dados para depósito bancário.
O prazo de inscrição e o valor dos lotes continuam o mesmo para as insrições eletrônicas.
Apoio
Contato: luisortega@unoeste.br
04
Nov
02
Out
Estudo amplia conhecimento sobre controle da expressão gênica do protozoário causador da leishmaniose. Parasita mutante não consegue se multiplicar em sua forma intracelular.
Fonte: Agência FAPESP – Por Fábio de Castro
Um novo estudo realizado por um grupo de cientistas brasileiros, com colaboração de colegas de outros países, acaba de trazer um novo avanço para a compreensão dos mecanismos de controle da expressão gênica do parasita causador da leishmaniose.
A expressão gênica é o processo pelo qual a informação hereditária contida em um gene é transcrita no RNA, ou em proteínas, por exemplo. No novo estudo, o grupo investigou as alterações moleculares, bioquímicas e morfológicas observadas em um parasita mutante que teve sua virulência atenuada devido à superexpressão dos chamados miniéxons – ou spliced leader RNA –, curtas sequências de nucleotídeos que são adicionadas aos RNA mensageiros, tornando-os "maduros" e funcionais.
O trabalho foi publicado na edição de outubro do The International Journal of Biochemistry & Cell Biology e faz parte de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP e coordenado por Angela Kaysel Cruz, professora do Departamento de Biologia Celular e Molecular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da Universidade de São Paulo (USP).
De acordo com Angela, o grupo envolvido com o Temático já havia demonstrado anteriormente que a presença de uma quantidade aumentada de transcritos dos miniéxons diminuía a virulência do parasita.
“Desta vez, investigamos como se dá o envolvimento dos miniéxons com a atenuação da virulência que foi observada. Verificamos que a superexpressão dos miniéxons não afeta a multiplicação de promastigotas –a forma infecciosa, flagelada, do parasita –, mas parece impossibilitar a multiplicação dos amastigotas, ou seja, o parasita em sua forma intracelular, que se estabelece no homem e em outros mamíferos”, disse à Agência FAPESP.
A ineficácia do parasita mutante para se multiplicar na forma de amastigotas parece estar relacionada com um esforço do parasita para manter sua homeostase celular – a propriedade da célula de regular seu ambiente interno para manter uma condição estável, por meio de múltiplos ajustes controlados por mecanismos de regulação.
“O esforço do parasita para reverter esse desequilíbrio da homeostase celular parece impedir que os amastigotas se multipliquem como eles fariam naturalmente no interior da célula do hospedeiro vertebrado – isso parece causar a perda de virulência observada”, indicou Angela.
A descoberta é importante porque o mecanismo descrito pode contribuir para elucidar diferentes níveis de controle da expressão gênica dos parasitas. Além disso, a revelação das moléculas envolvidas na atenuação de virulência observada pode representar uma rota para identificação de novos alvos para o desenvolvimento de drogas contra a leishmania.
“O estudo representa mais um passo no caminho que leva à compreensão dos processos de controle de expressão gênica em leishmania. Outro aspecto importante é que a identificação de um ou mais genes diminuídos nesse superexpressor poderá nos ajudar a gerar mutantes que possam ter esses genes desligados. Com isso, talvez possamos gerar um parasita que é incapaz de se multiplicar no meio intracelular”, explicou Angela.
Futura vacina viva
Segundo a professora da FMRP-USP, as pesquisas se voltaram para a questão do desequilíbrio homeostático por essa ser considerada uma peça- chave no processo de expressão gênica.
“Quando a homeostase está desbalanceada, a célula do parasita precisa fazer uma série de processos para se estabelecer intracelularmente – livrando-se de certas proteínas, por exemplo – e não consegue se multiplicar”, disse.
Entender a ligação entre o desequilíbrio da homeostase celular e a atenuação da virulência é fundamental, segundo Angela, para verificar se a atenuação poderá ser utilizada, no futuro, como uma ferramenta para gerar uma vacina viva.
“Acredita-se que as vacinas vivas são a única forma para prevenir leishmaniose, pois as vacinas de subunidades – que usam somente os fragmentos antigênicos de um microrganismo que mais estimulam a resposta imune – não estão se mostrando eficientes”, disse Angela.
“Nada do que foi feito até agora está funcionando, mesmo as experiências mais interessantes com combinação de diversos determinantes antigênicos. Seria interessante se pudéssemos localizar um ou mais genes que atenuem a ação do parasita – impossibilitando que ele se multiplique no hospedeiro”, destacou.
Além de Angela, participaram da elaboração do artigo Juliano Toledo, Tiago Ferreira e Tânia Defina, também da FMRP-USP, Fernando Dossin, atualmente no Centro de Deonças Negligenciadas do Instituto Pasteur Coreia, em Bundang-gu (Coreia do Sul), Sergio Schenkman, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Kenneth Beattie e Douglas Lamont, da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade de Dundee (Escócia), e Serge Cloutier e Barbara Papadopoulou, do Centro de Pesquisa em Infectologia da Universidade Laval, em Quebec (Canadá).
O artigo Cell homeostasis in a Leishmania major mutant overexpressing the spliced leader RNA is maintained by an increased proteolytic activity, de Angela Kaysel Cruz e outros, pode ser lido por assinantes da The International Journal of Biochemistry & Cell Biology em http://www.sciencedirect.com/science/journal/0020711X
02
OutFonte: Agência FAPESP

"Estudo indica que combinação de Viagra com doxorrubicina diminui tumor na próstata e protege contra danos ao coração provocados pelo medicamento usado em quimioterapia"
Uma pesquisa feita na Virginia Commonwealth University (VCU), nos Estados Unidos, mostrou que a combinação da doxorrubicina, uma poderosa droga anticâncer, com o citrato de sildenafil (comercializado como Viagra), aumenta a eficácia do primeiro no combate contra tumores de próstata ao mesmo tempo em que protege contra eventuais danos ao coração.
A doxorrubicina é usada há mais de 40 anos em quimioterapia para tratar diversos tipos de câncer. Mas, apesar da eficácia clínica da droga, seu uso está associado com danos ao coração, que muitas vezes são manifestados mesmo anos após o fim do tratamento, apontam os autores do estudo.
Por conta disso, diversos grupos de pesquisa têm buscado uma solução para proteger o sistema cardiovascular contra a toxicidade associada à doxorrubicina.
Em artigo que será publicado esta semana no site e em breve na edição on-line da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, Rakesh Kukreja, diretor científico do Pauley Heart Center da VCU, e colegas descrevem o sildenafil como alternativa potencial para o problema.
Os cientistas realizaram uma ampla variedade de experimentos in vitro e in vivo (com camundongos) e verificaram que a combinação das duas drogas aumentou significativamente a geração de oxigênio reativo que dispara a apoptose (morte célular) em células de tumores de próstata.
Também observaram que a mistura não atingiu células epiteliais normais e saudáveis no órgão. “Acreditamos que o sildenafil pode ser um candidato excelente para protocolos de tratamento de câncer, com o potencial de aumentar a eficácia antitumoral ao mesmo tempo em que protege o coração contra danos de curto e de longo prazo promovidos pela doxorrubicina”, disse Kukreja.
Após o sucesso com experimentos com animais, o grupo pretende iniciar em breve testes clínicos da combinação, para verificar a eficácia em humanos com câncer.
O artigo Sildenafil increases chemotherapeutic efficacy of doxorubicin in prostate cancer and ameliorates cardiac dysfunction (doi: 10.1073/pnas.1006965107), de Rakesh C. Kukreja e outros, pode ser lido por assinantes da PNASem www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.1006965107.
02
Out

Nessa quarta-feira, dia 29/09, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) cancelou o registro e determinou o recolhimento dos medicamentos com princípio ativo rosiglitazona, o Avandia®, produzido pela GlaxoSmithKline em todo o território nacional.
Segundo alerta SNVS/Anvisa/Nuvig/Gfarm nº 04, de 29 de Setembro de 2010, "os medicamentos contendo rosiglitazona como princípio ativo apresentam relação custo/benefício desfavorável em relação ao benefício, especialmente pela alta probabilidade de ocorrência de doenças isquêmicas, considerando que existem alternativas terapêuticas mais seguras para as mesmas indicações".
Restrição nos EUA e Europa
A agência de controle de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos (FDA) restringiu em 23/09/10 o uso do Avandia®. A decisão ocorreu depois de dados que sugerem um elevado risco de danos cardiovasculares, como ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais, em pacientes tratados com Avandia®.
Segundo o FDA, o medicamento só estará disponível para novos pacientes com diabetes tipo 2, se não puderem controlar seus níveis de glicose com outros medicamentos.
A Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) também informou em 23/09 que o medicamento não estará mais disponível para os pacientes na Europa, após recomendar que seja suprimido do mercado devido a problemas de saúde.
Fonte: Assessoria de Comunicação CRF-SP
02
OutA Anvisa (Agêncial Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu na quarta-feira (15) a importação do contraceptivo Postinor, uma das pílulas do dia seguinte vendida no Brasil.
Segundo a agência, a empresa Gedeon Richter, em Budapeste, na Hungria, responsável pela fabricação do Postinor-2 e do Postinor uno, não atende aos regulamentos sanitários para produção de medicamentos de acordo com as normas brasileiras.
Os dois remédios são contraceptivos de emergência, usados para evitar a gravidez após relação sexual sem proteção, ou quando há falha do método contraceptivo empregado.
Além da pílula do dia seguinte, o órgão também suspendeu a importação do anticoncepcional Femina, produzido pela mesma fábrica.
OUTRO LADO
Em nota, a Aché, responsável pela venda dos três medicamentos, esclareceu que nada muda para o consumidor: "Os anticoncepcionais Femina, Postinor-2 e Postinor uno continuam disponíveis no mercado para comercialização e prescrição médica. Os produtos continuam devidamente autorizados pela Anvisa, em todo território nacional, não havendo nenhum comprometimento em relação a sua segurança, eficácia e qualidade".
A companhia ainda informou que já tomou todas as medidas para regularização de novas importações e aguarda deliberação da Anvisa.
Fonte: 16/09/2010 - Folha Online
13
AgoCientistas apresentam em conferência sobre Aids, na Áustria, um germicida capaz de reduzir em 54% os riscos de contaminação em mulheres. Bill Gates e Bill Clinton defenderam no evento maior liberação de recursos para o combate à síndrome no planeta
Depois do sucesso na organização da Copa do Mundo, a África do Sul anunciou mais um gol de placa durante 18ª Conferência Internacional sobre a Aids, em Viena. Um grupo de pesquisadores do Centre for the AIDS Program of Research in South Africa (Caprisa) apresentou em uma teleconferência para a imprensa mundial os resultados de um estudo que mostra, pela primeira vez na história, a eficácia de um gel vaginal no combate à transmissão do HIV. Em um teste envolvendo cerca de 900 sul-africanas, o índice de proteção foi de 54%. No mundo, 33 milhões de pessoas têm Aids, sendo que em algumas regiões do continente africano uma em cada três mulheres são vítimas da doença.
Segundo os pesquisadores, a importância de desenvolver algo que possa ser usado pelas mulheres para as protegerem contra o HIV sem precisar da cooperação de seus parceiros vem sendo discutida nos últimos 20 anos. Mas as muitas tentativas que foram feitas até agora acabaram sem sucesso, com baixos níveis de eficácia ou mesmo com o aumento da transmissão. Neste período, dos 37 estudos que testaram cerca de 40 estratégias de prevenção contra a transmissão do HIV , poucos(1) tiveram algum tipo de sucesso. “Este era um momento que estávamos esperando há duas décadas”, comemorou a epidemiologista do Caprisa Quarraisha Abdool Karim, que juntamente com o marido, Salim Abdool Karim, liderou o estudo.
Da pesquisa do Caprisa, iniciada em fevereiro de 2007, participaram 889 mulheres sexualmente ativas e com idades entre 18 e 40 anos, moradoras da província de KwaZulu-Natal, na África do Sul. Elas foram orientadas a ter um comportamento sexual seguro, utilizar preservativo e passar o gel 12 horas antes das relações sexuais e 12 horas depois. A substância germicida contém 1% do antirretroviral tenofovir em sua fórmula, um medicamento amplamente utilizado no tratamento de quem tem o vírus da Aids. Estudos feitos com macacos também haviam mostrado que ele era um potencial bloqueador do HIV.
Cautela
As participantes da pesquisa sul-africana foram divididas em dois grupos &mdash placebo e gel &mdash sem saber em qual estavam inseridas. Em um período de 30 meses, elas foram monitoradas pelo grupo de cientistas. Das 444 que receberam o placebo, 60 ficaram infectadas ao fim do estudo, contra 38 infecções registradas nas 445 que, de fato, estavam usando o germicida. Entre essas últimas, a incidência do HIV foi 54% mais baixa entre as mulheres que seguiram o tratamento corretamente. Comparando-se com o placebo, as que usaram o gel poucas vezes tiveram 28% menos infecção. Nenhuma das participantes apresentou efeitos adversos.
Segundo Salim Abdool Karim, apesar do grande avanço, as comemorações devem ser cautelosas. “Serão necessários outros estudos e não creio que o gel estará disponível para comercialização(2) nos próximos dois anos”, disse. “Quando as mulheres iam até a clínica, nós enfatizávamos que não sabíamos se o gel iria funcionar, não sabíamos se era seguro. E que, justamente por isso, estávamos fazendo a pesquisa. Também explicávamos a importância de usar o preservativo, e dizíamos: &lsquoOk, mas você também precisa passar o gel&rsquo”, relatou.
“Era uma mensagem repetida a elas todos os meses. Então, isso me faz lembrar de que temos de desenvolver estratégias que possam ser mantidas por um longo período. Acho que o que nosso estudo mostrou tem relevância, mas não é realmente aplicável ao mundo real. Porque, no mundo real, os níveis de estímulo para o uso do produto serão outros”, acrescentou Salim.
Mesmo reconhecendo que o estudo ainda se encontra em um estágio embrionário, o médico e pesquisador anima-se com a perspectiva de salvar mais de 800 mil vidas apenas na África do Sul. De acordo com ele, um modelo matemático desenvolvido por um estatístico, Brian Williams, conseguiu prever quantas pessoas podem ser beneficiadas. “Com base na média de aderência verificada no nosso estudo, e sabendo que um terço das mulheres africanas correm o risco de ter o HIV, ele projetou que, em duas décadas, poderíamos evitar 1,3 milhões de infecções e 820 mil mortes”, contou.
1 - Tentativas
Os demais testes que tiveram algum tipo de sucesso foram a circuncisão masculina na África do Sul, no Quênia e em Uganda (registraram 57% menos infecções), tratamentos para doenças sexualmente transmissíveis na Tanzânia (redução de 42%) e uma combinação de vacinas experimentais na Tailândia (redução de 31%).
2 - Produção
O laboratório fabricante do antirretroviral tenofovir licenciou os direitos de produção do gel sem cobrança de royalties para o Conrad para sua utilização em 95 países que compõem o bloco dos mais pobres do mundo. O maior custo do gel é seu aplicador de plástico, cerca de US$ 0,30 &mdash, mas, com a produção em massa, a tendência é que fique mais barato.
OMS quer reduzir mortes até 2015
Viena – As novas diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) na luta contra a transmissão do HIV e contra a Aids, publicadas nesta segunda-feira, em Viena, recomendam que se comece o tratamento num nível mais baixo da infecção, apesar dos custos que isso implica. Segundo as estimativas, colocar em tratamento todos os pacientes que tiverem um nível de 350 CD4 ou menos deverá aumentar em 49% o número de pessoas tratadas, fazer baixar o número de mortes em 20% até 2015 e eventualmente reduzir a transmissão do vírus, destaca a OMS.
Em suas últimas diretrizes, que datam de 2006, a OMS recomendava tratar os pacientes quando sua contagem de células CD4, que definemo nível imunológico, tivesse chegado a 200, ou menos, por mm3 de sangue. O índice normal é de 1.000 a 1.500. “Todos os adultos e adolescentes, incluindo as mulheres grávidas soropositivas, que apresentam um nível de CD4 de 350 células por mm3, devem iniciar um tratamento antirretroviral, haja ou não sintomas clínicos”, indica a OMS em um texto de mais de 150 páginas.
A organização já havia lançado essa recomendação em novembro passado, às vésperas do Dia Mundial Contra a Aids. A OMS sugere também que os pacientes que apresentarem sintomas importantes comecem o tratamento, qualquer que seja seu nível de CD4. “As novas recomendações podem aumentar o número de pessoas elegíveis para um tratamento e, por isso, aumentar os custos”, destaca a OMS, que admite que essas recomendações não podem ser aplicadas imediatamente por todos os países.
Cerca de 5,2 milhões de soropositivos recebiam tratamento contra o HIV até o fim de 2009, para cerca de 10 milhões que precisavam. Esta nova diretriz fará passar para 15 milhões o número de pessoas para as quais se recomenda o início do tratamento. Com um efeito preventivo evidente: “Como o tratamento reduz o nível do vírus nos corpos, haverá menos possibilidades de que os soropositivos contagiem seus parceiros”, enfatizou Gottfried Hirnschall, diretor para Aids na OMS. Da mesma forma, o impacto sobre a coinfecções será muito importante com “uma redução de 54 a 92% dos casos de tuberculose em pacientes sob tratamento”, recorda a OMS.
Mais recursos
O ex-presidente americano Bill Clinton discursou nesta segunda sobre os recursos destinados ao combate à Aids, defendendo uma utilização mais eficaz dos fundos em um contexto de crise econômica. “Em muitos países, muito dinheiro vai para muitas pessoas que assistem a muitas reuniões, que tomam muitos aviões para fazer muita assistência técnica”, enfatizou o ex-presidente, assegurando que está pondo em ordem os programas em sua própria fundação. Clinton também defendeu o presidente Barack Obama, acusado por ativistas no domingo de voltar atrás em seus compromissos em favor da luta contra a Aids, afirmando que ele é “um homem que mantém suas promessas”.
O bilionário Bill Gates, copresidente com sua mulher da fundação Bill e Melinda Gates, insistiu também na necessidade de otimizar os fundos existentes. “Se continuarmos gastando nossos recursos exatamente como fazemos hoje, nossa capacidade para tratar todos os doentes vai diminuir. Se os custos caírem a US$ 300 anuais por paciente poderemos tratar o dobro de pessoas com o orçamento atual”, lembrou Gates, cuja fundação aplicou em 11 anos US$ 2,2 bilhões na prevenção e pesquisa sobre a Aids.
Assim como Clinton, Gates insistiu no fortalecimento de métodos como a circuncisão masculina, que reduz entre 50% e 60% o risco de infecção entre os homens, ou a prevenção da transmissão entre mãe e filho. Gates lançou também um chamado para investir em pesquisa, sobretudo na elaboração de uma vacina eficaz, de uma pílula preventiva e do gel germicida.
Antes de seu discurso, alguns ativistas exigiram a criação de uma taxa sobre as transações interbancárias de câmbio &mdash chamada taxa Robin, de Robin Hood &mdash com o objetivo de financiar a luta contra a Aids. Gates não se mostrou muito favorável a isso. O Fundo Mundial, uma associação público-privada com sede em Genebra, deseja arrecadar entre US$13 bilhões e US$ 20 bilhões este ano para o período 2011-2013 entre os doadores públicos e privados.
Fonte: 21/07/2010 - Correio Braziliense
Jornalista: Paloma Oliveto
13
AgoFonte: Assessoria de Comunicação - CRF-SP

Essa foi a intenção da Anvisa quando publicou, em abril de 2010, a RDC 15, que definiu novas regras para prescrição e dispensação da sibutramina. O resultado foi a redução, quase que imediata, do consumo do emagrecedor, que segundo estudos, aumenta em até 16% o risco cardiovascular não fatal.
Segundo dados do Instituto IMS Health do Brasil em maio de 2009 foram comercializados mais de 559 mil unidades de medicamentos à base de sibutramina. No mesmo mês de 2010, o número caiu para 213 mil, queda de 62%. Essa redução também se verifica quando comparadas as vendas entre abril de 2009 e abril de 2010. De 530 mil unidades comercializadas em 2009, passou para 216 mil em 2010, o que representa queda de 59%.
De acordo com informações do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), o consumo do produto em 2009 se mostrou alto e atingiu o ápice em outubro, com mais de 180 milhões de miligramas de sibutramina consumidas no País.
Na Europa, a restrição ao medicamento passou a ser total em janeiro deste ano, quando Agência de Medicamentos da Europa (Emea) proibiu a venda da substância, baseada na pesquisa SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcome Trial), na qual cerca de 10 mil pacientes foram avaliados por seis anos com o intuito de relacionar o medicamento a riscos cardíacos.
Desde a RDC 15/10, a sibutramina deve ser comercializada apenas com a apresentação da receita azul (B2), numerada e emitida pelos órgãos de Vigilância Sanitária locais, por meio de gráficas autorizadas. Além disso, o produto passa a ser vendido com tarja preta em vez de vermelha.
13
AgoFONTE: Assessoria de Comunicação - CRF - SP

Estudo feito com 4.500 pessoas de 32 países, incluindo o Brasil, mostrou que os anti-inflamatórios não hormonais convencionais, além de lesionarem o estômago e o duodeno, causam problemas no intestino, algo desconhecido por muitos profissionais de saúde. O medicamento inibe a produção de enzima que protege a mucosa gastrointestinal.
De acordo com a pesquisa, chamada Condor e publicada no periódico de medicina Lancet, as lesões causadas pela substância no intestino podem provocar perda de sangue oculto nas fezes, o que tem potencial de ocasionar anemia. Sintomas tais como dores abdominais e diarreia também foram relatados.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o gastroenterologista dr. Décio Chinzon, da Universidade de São Paulo, adverte que soluções de proteção para o estômago, tais como tomar leite ou sal de fruta, são inócuas para evitar efeitos maléficos no intestino.
13
AgoFonte: CRF - SP

Apesar do anúncio da Organização Mundial de Saúde, vigilância e ações preventivas devem manter-se constantes.
Após a pandemia que preocupou o mundo com a disseminação do vírus H1N1, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou nesta terça-feira, 10 de agosto, o início da fase pós-pandêmica da gripe A. O vírus continua circulando no mundo, mas junto com outros vírus sazonais e em intensidade diferente entre os países.
A epidemia ainda está presente na Índia e Nova Zelândia. No entanto, de acordo com a OMS, o monitoramento epidemiológico mostrou que o vírus H1N1 não sofreu mutação para formas mais letais, a resistência ao antiviral fosfato de oseltamivir não se desenvolveu de forma importante e a vacina se mostrou uma medida eficaz para proteger a população.
A OMS alerta que, mesmo com a mudança de nível, o monitoramento e as ações preventivas devem continuar, especialmente em relação aos grupos mais vulneráveis para desenvolver formas graves da doença, como gestantes, portadores de doenças crônicas e crianças menores de dois anos.
Vacinação eficaz – No Brasil, em três meses, 88 milhões de pessoas foram vacinadas, o que contribuiu para a queda dos índices de gripe A. Além disso, a demanda por atendimento médico por doenças respiratórias está menor que o esperado para esta época do ano no país. Em 2009 e 2010, 46.853 pessoas foram diagnosticadas com a doença em estágio grave, sendo que 2146 foram a óbito.
Medidas preventivas – A queda de temperatura, o ar seco e a maior concentração de pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação dos diversos tipos de vírus respiratórios, como os vírus influenza. Alguns cuidados essenciais:
• Lavar as mãos frequentemente e usar lenços descartáveis ao tossir e espirrar
• Atenção especial com crianças, gestantes, portadores de algumas doenças crônicas e idosos
• Ao surgirem sinais de gripe ou resfriado, como febre, tosse, dor de cabeça e nas articulações, não tomar medicamentos por conta própria (eles podem mascarar os sintomas e dificultar o diagnóstico) e procurar a orientação farmacêutica ou o serviço de saúde mais próximo.
FONTE: Assessoria de Comunicação do CRF-SP